Lisboa,
30 de Agosto de 2013
Não
sei como te chamar. Querido? Queria poder chamar-te querido, mas isso já não
faz sentido. Não sei como te chamar, não sei como falar contigo.
Lembras-te
da viagem a Itália que íamos fazer? Ias levar-me a todos os museus. Andar de
gondola em Veneza, visitar o lago Como e o Duomo. Ah, ias mostrar-me os
recantos de Roma e dar um beijo apaixonado na fonte dos desejos. E eu não ia
ter nada para desejar, excepto fazer-te sempre feliz, pois já teria tudo o que
preciso: tu.
Mas
antes iríamos a Londres. A minha viagem de sonho seria maravilhosa contigo. Ias
mostrar-me os teus sítios preferidos que passariam também a ser os teus: as
bibliotecas, os jardins, os restaurantes. Iríamos ver "O Fantasma da Ópera".
Pensar em fazer esta viagem sem ti é doloroso.
Não
quero mais maçar-te. Tenho muitas vezes a sensação de que te incomodo quando
falo contigo, por isso despeço-me por hoje.
D.
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